O que falar de um movimento tão único, capaz de reunir tantas culturas em uma mesma sinergia?
Talvez a Bang seja uma ligação atemporal entre as diversas gerações juiz-foranas. Um lugar onde tudo se encontra, se mistura e, por algumas horas, passa a existir no mesmo ritmo.
Fotografar a Bang é entrar em sintonia com o desconhecido. Nunca sabemos exatamente o que vai acontecer — e talvez seja justamente aí que mora a magia. São pessoas dançando, rindo, pulando, beijando e delirando. Corpos atravessando luzes, histórias surgindo e desaparecendo diante da câmera.
Mas a Bang também é sobre ocupar espaços.
E ocupar espaços é um ato político, principalmente quando falamos de subculturas. Na pista, diferentes movimentos se encontram com um mesmo desejo: expressar liberdade por meio do corpo, da música e da dança.
Registrar uma festa com mais de uma década de história é também fazer parte da memória da cultura underground de Juiz de Fora. É criar a possibilidade de voltar no tempo através da fotografia e lembrar que todos nós fazemos — e fizemos — parte de algo maior.
Talvez a Bang seja um exercício da nossa rebeldia. Um pequeno reset na vida. A certeza de ir embora com saudade e, ao mesmo tempo, com uma ansiedade feliz pela próxima.
Não como algo simplesmente recorrente, mas como um ritual: um trabalho do ócio, uma preparação física e mental para delirar outra vez.
Porque a saudade que a Bang deixa não é vazia. 
Ela transforma a espera em desejo.
Feliz 12 anos, Bang.

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